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Neste blogue iremos encontrar (ou reencontrar) pedaços da imaginação e criatividade humana nas mais diversas formas e feitios - Livros, Banda desenhada, Cinema, TV, Jogos, ou qualquer outro formato.

Viajaremos no tempo, caçaremos vampiros e lobisomens, enfrentaremos marcianos, viajaremos até à lua, conheceremos super-heróis e muito mais.

AVISO IMPORTANTE: pode conter spoilers e, em ocasiões especiais, nozes.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ultramarines: A Warhammer 40000 Movie


Este filme é a primeira produção cinematográfica passada no soturno universo de Warhammer 40000. 

Conta-nos a história de um grupo de Ultramarines, (o esquadrão Ultima) que, acabados de treinar, a bordo de um cruzador de ataque, estão ansiosos por provar o seu valor.
A oportunidade surge quando é preciso ir a um planeta recuperar um Codex que se encontra num altar guardado por uma guarnição de Imperial Fists que deixou de responder às comunicações, apenas enviando pedidos de ajuda.
O esquadrão, liderado pelo Capitão Severus e o Irmão Proteus, desce ao planeta, para rapidamente descobrir que o altar foi atacado por Chaos Space Marines da Black Legion, juntamente com um Chaos Daemon. 

Severus passa revista às tropas.
Entre muito tiroteio e mortandade (com um número de baixas elevado que inclui Severus), lá chegam ao local do altar, para encontrar os dois Imperial Fists sobreviventes, que ainda guardam o Codex.
Quando voltam ao local de recolha, os sobreviventes dos dois grupos enfrentam mais uma leva de guerreiros da Black Legion, ajudados por Severus, que afinal tinha sobrevivido ao embate com o Chaos Demon.
Já a bordo do cruzador, o ambiente não melhora. Proteus e Severus começam a acusar os Imperial Fists de terem sido maculados pelo Chaos, e acabam por entrar em confronto directo. Entretanto, descobre-se que Severus foi possuído pelo Chaos Demon quando o enfrentou, e o demónio pretende usar o cruzador para chegar a Macragge, o mundo lar dos Ultramarines.
Proteus enfrenta o monstro e consegue derrotá-lo recorrendo a um martelo de guerra, relíquia dos Ultramarines, demonstrando assim o seu valor.

Proteus. Apesar da armadura ser azul, ainda estava muito
verdinho quando tudo começou...

Ok, este é o resumo da história, com todos os spoilers a que os leitores têm direito.

Agora, algumas notas pessoais. Sou apreciador do universo do Warhammer 40K, não sendo no entanto, nem de perto nem de longe, fanático. Gosto bastante das histórias que li ou vi até hoje, e acho o universo cativante, particularmente tudo o que diz respeito ao Imperium humano. 
Nunca joguei o wargame de mesa, embora já tenha experimentado alguns jogos, como o Space Marine, e várias encarnações do Space Hulk (embora não a de tabuleiro - Shame on me!) incluindo o jogo de cartas Blood Angel.

Tudo a postos para um last stand... 

Assim, a história, escrita pelo veterano Dan Abnett, parece-me interessante, se bem que nada transcendente. Aqui, acho que estaria à espera de mais. Mas, por outro lado, é um filme de pouco mais de uma hora, não daria para romancear muito.
A animação (o filme é de animação CGI) é eficiente, mas tendo a concordar com várias críticas que li e que a acusam de parecer um bocado datada. Para além da "batota" do nevoeiro. Embora quanto a este aspecto, acho que não destoa do ambiente geral esperado - escuro e deprimente.
Tenho visto outros aspectos criticados, tais como as proporções corporais dos Space Marines ("deviam ser mais entroncados") ou a ausência de humanos normais no cruzador para servirem de escala aos Ultramarines. Acertadas ou não, parecem-me picuinhices; a mim não diminuíram em nada o prazer de ver o filme.

Como seria de esperar, violência não falta.

Quanto a actuações de voz, conta com alguns nomes conhecidos, como John Hurt, Terence Stamp e Sean Pertwee. Nada de actuações fenomenais, mas é sempre bom ouvir vozes de alguns veteranos (gosto particularmente de ouvir Stamp, embora uma parte de mim esteja sempre à espera de "Kneel before Zod"...)

O Capelão Carnak.

Portanto, o filme, sem ser uma obra prima, providencia um espectáculo mais que decente para apreciadores de FC, e especialmente, de Warhammer 40K. Posso dizer que gostei bastante. Acredito, realmente, que não encha as medidas aos fanáticos da marca. Como, conforme disse, não o sou, fiquei satisfeito...


segunda-feira, 18 de março de 2013

Warhammer 40000: Space Marine


O herói do jogo, Capitão Titus.

No futuro negro da Humanidade, apenas existe guerra.

Esta é a premissa da série Warhammer 40000 (ou 40K, se preferirem), inicialmente criada como um jogo de guerra com miniaturas, e que gerou múltiplos produtos relacionados, entre os quais jogos de tabuleiro, jogos vídeo, livros e banda desenhada.

Trata-se de um futuro distópico, no 41º milénio, em que o domínio da Humanidade se estendeu num vasto império, controlado pelo Imperador no seu Trono Dourado, um antigo guerreiro extremamente poderoso, simultaneamente governador e entidade divina, que se encontra num estado de não-vida e não-morte há vários milénios, Império esse com temática religiosa e que é ameaçado constantemente, por um lado, por diversas raças alienígenas (Orks, Tau, Eldar, Tyranids, etc.) e por outro, pelos Chaos Daemons de outra dimensão (chamada warp e que é utilizada para as viagens interestelares), aos quais estão aliados os Chaos Space Marines (os maiores hereges desse universo).

Para defender os povos do Império temos os Adeptus Astartes, também conhecidos como Space Marines, super-soldados geneticamente modificados organizados em diversas ordens, ou mais propriamente, Chapters, sendo talvez os mais emblemáticos os Ultramarines. Os Adeptus Astartes não são, contudo, os únicos. Existem ainda os Adeptus Mechanicus (os Tecno-Padres, engenheiros do Império), a Guarda Imperial (composta por humanos normais) e ainda a temida Inquisição, que responde apenas ao Imperador, e cuja função é a de policiar o Império e evitar a corrupção pelas forças do Chaos.

Space Marine é um jogo de acção passado nesse mesmo universo, em que assumimos o papel do Capitão Titus, membro dos Ultramarines, que é destacado para um planeta onde estão a desenvolver armas para uso contra os inimigos do Império, e que está a ser invadido por hordas de Space Orks.

Titus, sempre sério, como compete a um Ultramarine

Pelo caminho, além do combate com os Orks, Titus e os seus camaradas Sidonus e Leandros têm de prestar assistência ao Inquisidor Drognan, que alega ter desenvolvido uma arma derradeira para destruir alienígenas, mas cuja fonte de energia está associada a energias da warp, derrotar Grimskull, o Warboss dos Orks, e impedir uma invasão de forças do Chaos, encabeçada pelo Lorde Nemeroth, que se quer tornar um Daemon Prince.

O Inquisidor Drognan. O penteado faz-me lembrar o vocalista
dos Rammstein.

O jogo enfatiza o combate corpo-a-corpo, mas não deixa de haver espaço a algum tiroteio, e com uma selecção decente de armas saídas do jogo originar, bem como o Vengeance Laucher, uma espécie de lança-granadas activadas por controlo remoto criado de propósito para este jogo.

Titus mata um Ork...


...e Titus mata um monte de Orks.
As sequências de combate são bastante violentas, o que está de acordo com o pano de fundo, e vemo-nos frequentemente envolvidos em combate com dezenas de inimigos em simultâneo, embora na maior parte do trajecto tenhamos o apoio de um ou dois dos nossos irmãos Ultramarines. Ao longo do jogo vamos adquirindo armas novas (embora só possamos ter em nossa posse 5 granadas, 3 armas de fogo e 1 arma de corpo-a-corpo de cada vez) bem como melhoramentos à nossa armadura de combate, bem como à nossa capacidade de Fúria (um medidor que se vai enchendo em combate e que nos permite, quando activado, infligir muito mais dano e regenerar os nossos danos). Temos ainda a hipótese, em combate corpo-a-corpo, de executar os inimigos atordoados e regenerar alguns desses danos, embora fiquemos vulneráveis a ataques durante o processo.

O tanque com pernas é o Warboss Grimskull. Um osso duro de roer.

Já li críticas ao aspecto sonoro (vozes e música) do jogo; honestamente, o voice acting, embora possa não ser brilhante, é mais que competente, e não destoa com o fundo distópico. Afinal, não era de esperar que os personagens tivessem muita alegria naquele ambiente, ou era? A música é mínima, e por vezes serve mais como ambiente de fundo transmitindo, na minha opinião, uma sensação de desolação. Sem problemas, aqui.

O aspecto gráfico está bem conseguido e os cenários estão perfeitos, transmitindo ao mesmo tempo uma sensação de grandeza e de vazio, uma vez mais perfeitamente dentro do tom esperado nesse universo. E há algo de fabuloso em contemplar um Titan de guerra colossal dentro da fábrica (ou manufactorum)...

Os cenários são grandes, escuros, e desoladores. E uma beleza, se me perguntarem.

A parte final do jogo deixa a história em aberto, possivelmente em preparação para uma sequela; a única coisa que me desapontou um pouco (mas não tanto que me estragasse a experiência do jogo) foi o combate com o boss final, Nemeroth, que me pareceu demasiado rápido e fácil e consiste essencialmente em carregar no botão certo em determinado momento (os chamados quick time events), sendo o combate que o precede, contra Daemons e Chaos Marines, mais puxado. Ou talvez o combate com os lacaios deva ser considerado parte integrante da boss battle, e sendo esse o caso, retiro o que disse.

Um bom jogo para apreciadores de jogos de acção e uma experiência a considerar para fãs da série Warhammer 40K.

Nemeroth, com um dos seus Chaos Daemons de estimação.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

The Redeemer

Klovis, the Redeemer.

Este é o protagonista da graphic novel "The Redeemer", compilação do material originalmente publicado na revista Warhammer Monthly.
Este personagem ímpar, um Redemptor priest munido do seu arsenal e acompanhado por Deacon Malakev e outros zelotas, move uma cruzada contra os inimigos do sagrado Imperador no mundo decadente de Necromunda - perseguindo mutantes, hereges e todos aqueles desviantes que merecem ser punidos, quanto mais não seja, por existirem. Se possível, oferecendo-lhes a hipótese de dolorosa redenção.



Passando-se no universo sombrio da linha Warhammer 40000, é uma obra escrita com um humor negro muito adequado ao ambiente, com arte a preto e branco a condizer com o tom da história.
O fanatismo dos personagens, patente nas acções e no discurso, é bem complementado pela parafernália do protagonista: o capacete flamejante, conotado com a purificação (e usado como arma de último recurso); a Sword of Persecution (uma chainsword do tipo eviscerator); o Liber Excrutiatus, onde são descritos todos os tipos de tortura necessários para lidar com os desviantes (habitualmente carregado pelo diminuto Malakev) e, finalmente, o Pulpitek, um carro blindado armado com canhões e com um design remanescente de uma catedral.
Uma óptima leitura para quem gosta de humor negro e de anti-heróis. Mais ainda se apreciar o universo brutal de Warhammer 40K.

Algumas citações de Klovis:

"I am the most merciful of men."

"It's cleansing time."

"I am aflame with zeal for the faith."

"Scourge and purge!"

...e, claro,

"If it doesn't hurt, it doesn't count."