Benvindos!


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Neste blogue iremos encontrar (ou reencontrar) pedaços da imaginação e criatividade humana nas mais diversas formas e feitios - Livros, Banda desenhada, Cinema, TV, Jogos, ou qualquer outro formato.

Viajaremos no tempo, caçaremos vampiros e lobisomens, enfrentaremos marcianos, viajaremos até à lua, conheceremos super-heróis e muito mais.

AVISO IMPORTANTE: pode conter spoilers e, em ocasiões especiais, nozes.


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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

LEGO Lord of The Rings - O videojogo

A capa do jogo
A TT Games (Traveller's Tales) é uma produtora de videojogos que conta no seu currículo com vários títulos baseados em temas especiais da LEGO, tais como LEGO Star WarsLEGO Indiana Jones, só para dar dois exemplos.
 
LEGO Lord of The Rings é um dos títulos mais recentes, e muito bem conseguido. Recria a saga de Tolkien (especialmente a versão cinematográfica) com o espírito e o humor típico da série de jogos LEGO.
 
O jogo inicia-se, tal como na trilogia do cinema, na batalha contra Sauron conduzida por Isildur e pelo pai, bem como por um Elrond séculos mais novo. A grande diferença é que, em vez de nos limitarmos a assistir, participamos nela (e Sauron mete respeito pelo tamanho, embora mais tarde tenhamos a hipótese de o desbloquear como personagem jogável em minifigura).

O tipo alto, escuro e sinistro lá ao fundo é o próprio Sauron.

Depois, sequencialmente recriam-se os principais eventos e batalhas da saga, em níveis contidos num mapa da Terra Média - vamo-nos aventurando pelo mapa e desbloqueamos os níveis ao chegar a determinadas localizações. No fim de cada nível juntamos os personagens desse nível à nossa colecção, e os outros personagens passam a estar disponíveis para compra. Podemos ainda retomar o nível em modo free play a partir do mapa para coleccionar todos os tesouros do mesmo (peças de minikits, objectos do treasure trove, desenhos para novas armas).
No modo free play temos acesso a todos os personagens da nossa colecção, bem como a armas e instrumentos (encontrados ou forjados) que necessitamos para chegar aos locais inatingíveis durante a primeira passagem.
 
Quatro Hobbits à aventura.
 
Ao explorar o mapa e os níveis vamos obtendo tijolos de mithril (o metal lendário da Terra Média), necessários para que, em junção com os desenhos de armas/objectos (também encontrados nos níveis e no mapa), o ferreiro em Bree possa criar esses objectos. Pelo mapa encontramos ainda "fetch quests", nas quais a troco de um objecto do treasure trove ou de um objecto de mithril (que continuam no nosso inventário) recebemos tijolos de mithril extra ou acesso às cheats do jogo, na forma de tijolos vermelhos que podem ser comprados, e que concedem utilidades tais como invulnerabilidade ou multiplicação dos studs que apanhamos - sendo os studs a "moeda" do jogo.
 
Os minikits são pequenas construções alusivas aos níveis, e neste jogo podem ser vistos num salão na cidade de Rivendell. Também neste local temos acesso, depois de completar todos os níveis, ao nível de bónus, em que jogamos com Sauron e Mouth of Sauron, os quais passam também a ficar disponíveis como personagens jogáveis.
 
O rol de personagens é bastante completo, incluindo os heróis da Irmandade do Anel (alguns deles em várias versões), os seus aliados (mesmo o Tom Bombadil, um personagem que considero bastante irritante e que fiquei satisfeito de ver excluído dos filmes) e também os seus inimigos, desde Sauron a Gollum, incluindo os Ringwraiths, Orcs e Uruk-Hai e Grima Wormtongue.
 
Um trio de badasses.
Teria sido interessante que, à semelhança de Sauron, tivessem feito uma versão em minifigura dos Ents, mas não se pode ter tudo... E, pelo menos, pode-se jogar com Ents em 2 níveis.
Sendo figuras de LEGO, mesmo os vilões são figuras adoráveis (e decididamente muito menos ameaçadores que nos livros e filmes).
 
Neste jogo até o Gollum parece simpático...
 
A jogabilidade é semelhante à dos outros jogos análogos da TT Games. Cada personagem tem as suas próprias habilidades (algumas exclusivas), o jogo mistura acção com puzzles; permite que dois jogadores joguem em simultâneo cooperando (o que aumenta a vertente familiar); os puzzles necessitam de personagens e/ou objectos específicos para serem resolvidos, o que nos obriga a revisitar localizações e níveis mais que uma vez para completar o jogo a 100%, aumentando a sua longevidade. Existem ainda múltiplos trophies/achievements, como é mandatório nos jogos actuais, alguns deles criados com bastante humor, como o "One does not simply..." que se obtém... entrando em Mordor "...walk into Mordor".
 
As cutscenes são, de certo modo, reproduções do filme (incluindo nos diálogos, uma adição recente a esta série de jogos que se iniciou com LEGO Batman 2 - previamente as minifiguras eram mudas), com o humor e leveza adequados (afinal, o público alvo destes jogos é bastante jovem). As localizações também estão muito bem reproduzidas; a existência de um mapa do jogo permite viajar rapidamente para as mesmas sem ter que caminhar tudo (ainda é um passeio grande de uma ponta do mapa à outra).
 
Em algumas cutscenes parece mesmo que estamos a rever os filmes.
 
 
O jogo tem os seus bugs ocasionais (um problema infelizmente comum com os jogos da TT Games), mas na minha experiência, nada que destrua a experiência de jogo ou impeça a totalização do mesmo (há inclusivamente um bug que permite atalhar na obtenção de dois troféus, mas não vou ensinar batotas aqui. Elas estão disponíveis em inúmeros locais da net para quem quiser ir procurar).
 
Serei o único a achar que o Frodo era um grande choramingas?
 
Um jogo criado para miúdos mas também, sem dúvida, com os graúdos em mente. Bom para jogar sózinho, com amigos ou família. E tal como sucede com outros títulos LEGO da TT Games, uma das mais cativantes adaptações do material de origem.
 
Eu podia estar, a esta hora, a calcar carvões em brasa. Mas não,
tenho que andar em bicos de pés em cima da neve...
 

domingo, 16 de junho de 2013

LEGO - As Aventuras de Clutch Powers

E agora, algo de diferente (OK, não escrevi "totalmente" para não plagiar os Monty Python).

Descobri este filme num cesto de promoções, daqueles com filmes quase de graça para serem despachados. Sendo os LEGO uma parte importante da minha vida (quer na infância, quer actualmente), não resisti a trazê-lo, mais por curiosidade do que por outra razão.

Capa do DVD, em inglês
As Aventuras de Clutch Powers é um filme de animação de computador, com elementos de humor, fantasia e de ficção científica, que conta a história do herói aventureiro Clutch Powers, uma celebridade no seu mundo, que tenta capturar alguns prisioneiros fugidos de uma prisão espacial de alta segurança, sendo apoiado por um grupo de heróis bastante heterogéneo.
Na realidade, o filme centra-se apenas no 1º dos 3 prisioneiros, dando abertura para uma continuação que, tanto quanto sei, nunca foi feita. Talvez ainda esteja na calha.


O grupo dos heróis - da esquerda para a direita: Brick Masterson, Bernie von Beam,
Peg Mooring, Clutch Powers, Kjeld Playwell e Arthur "Artie" Fol


O filme, dentro do género, não tem uma história particularmente inovadora, embora as mudanças de cenário sejam engraçadas - começa numa caverna onde Clutch anda à procura de cristais de energia, passa para o ambiente urbano de LEGO City, com uma viagem pelo espaço profundo até ao cenário principal, um planeta de aspecto medieval onde se encontra o vilão, o feiticeiro Mallock.

Mallock the Malign, o vilão do filme
O que torna o filme interessante, na realidade, é o facto de se tratar de um filme sobre mini-figuras de LEGO. E sobre LEGO.
No universo do filme, as mini-figuras (ou "minifigs") espalharam-se por vários mundos; as leis da física são mais "Leis de LEGO" - os personagens podem desfazer-se em bocados e tornar a montar-se; trocam de cabelo entre si para se disfarçarem; quando algo é destruído, as peças podem ser usadas para construir outras coisas (é assim que o grupo de Powers consegue arranjar uma nave nova quando ficam encalhados no planeta-prisão, por exemplo).

Os criadores incluem ainda algumas referências a sagas famosas do cinema, como Indiana Jones (quando Powers suspira "Rock Monsters. Why did it have to be Rock Monsters?") ou Star Wars (quando o Troll tenta enganar dois esqueletos do exército do feiticeiro com um truque mental "This is not the man you're looking for"). Curiosamente, estes dois franchises também têm uma versão em LEGO, com brinquedos, jogos e mesmo filmes.

Um filme que apela a fãs de LEGO e que é bom não só para miúdos-miúdos como para o miúdo dentro de nós...

Skelly & Bones, dois esqueletos com senso comum suficiente para
assitirem à batalha final comendo pipocas em vez de irem para o campo de batalha...