Benvindos!


Bem-vindos!

Neste blogue iremos encontrar (ou reencontrar) pedaços da imaginação e criatividade humana nas mais diversas formas e feitios - Livros, Banda desenhada, Cinema, TV, Jogos, ou qualquer outro formato.

Viajaremos no tempo, caçaremos vampiros e lobisomens, enfrentaremos marcianos, viajaremos até à lua, conheceremos super-heróis e muito mais.

AVISO IMPORTANTE: pode conter spoilers e, em ocasiões especiais, nozes.


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vader's Little Princess

No seguimento de "Darth Vader and Son", Jeffrey Brown traz-nos agora "Vader's Little Princess". Continuam as aventuras parentais de Lorde Vader, no intitulado "episode three and three quarters" da saga Star Wars.

Enquanto no volume anterior tínhamos as peripécias pai-filho com um Luke Skywalker em miúdo, neste volume as dificuldades vão mais além... Vader tem que criar uma filha, que passa de princesinha adorável a adolescente... rebelde.

Temos discussões sobre vestuário (ela que nem pense que vai sair vestida com o traje de escrava do Jabba), sobre o namoro com Han Solo (que Vader tem dificuldade em começar a compreender), pegas com o irmão Luke, etc.

Uma vez mais, Brown parodia situações famosas da saga (como Leia a protestar com Vader por congelar Han em carbonite, afinal tinha sido só um beijo), inclusivamente fazendo uso de frases célebres dos personagens - "Now, your Highness, we will discuss the location of your hidden laundry basket".

Material essencialmente dirigido para fãs, não deixando de ser uma homenagem a todos os pais com filhas complicadas...

domingo, 17 de março de 2013

Bunny Suicides - Os Coelhinhos Suicidas

Algumas pessoas têm um sentido de humor muito negro e perverso. Gosto disso.

O cartoonista Andy Riley é uma dessas pessoas.

Riley lançou, em 2003, o primeiro album de cartoons sobre mortes de coelhos fofinhos via suicídio, chamado simplesmente "The Book of Bunny Suicides". Em Portugal, a Europa-América editou esse volume, traduzido como "O Livro dos Coelhinhos Suicidas".

O primeiro volume, edição portuguesa

 
Em 2004 lançou a sequela, "The Return of The Bunny Suicides" e em 2007, a compilação dos dois primeiros volumes intitulada "The Bumper Book of Bunny Suicides".

Não satisfeito, lançou em 2010 um terceiro volume, "Dawn of The Bunny Suicides", carregadinho de mais mortes. De coelhinhos fofos.

Então de que trata esta série? Como é óbvio, de suicídios de coelhos.

Porque é que eles se suicidam? Não se sabe.
Como é que eles se suicidam?
Ah, esse é o cerne da série.

Ao longo dos vários volumes somos presenteados com múltiplos métodos, alguns simplesmente hilariantes.
Desde maneiras relativamente simples, como fugir de um oásis para não ter acesso a água, fazer cair estruturas sobre si próprios ou urinar contra carris electrificados para ser electrocutado via jacto de urina (ouch!) até métodos muito mais sofisticados (de que falarei a seguir), mas sempre de modos bastante criativos.

Alguns dos métodos mais elaborados envolvem saltar de trampolim contra a hélice de um helicóptero prestes a levantar vôo, colar-se às lagartas de um tanque de guerra em plena carga ou introduzir-se dentro de um micro-ondas e usar um carro telecomandado com um luva atada, recheada de modo a esticar o indicador, para que a mesma vá contra o botão de ligar.

E depois, montes de máquinas de Rube Goldberg. E o que é isso? São máquinas complexas cuja finalidade, extremamente simples, é conseguida através de mecanismos redundantes, normalmente numa reacção em cadeia (como as do jogo The Incredible Machine ou a do Doc Brown no início do primeiro Regresso ao Futuro). Neste caso, normalmente terminam a sequência de acções com um martelo, uma faca ou outro utensílio mortal vigorosamente aplicado num coelho.

Podia continuar a dar exemplos, mas nunca mais terminaria.

Volume 2. Quantas sequelas se chamam "O regresso de..."?


São muitas, muitas mortes. Todas elas divertidas.

Mas para mim, as melhores (e tão demonstrativas de humor inteligente como as outras, ou talvez ainda mais) são as que envolvem referências à cultura popular contemporânea.

Por exemplo, temos um coelhinho a encomendar o Harry Potter and the Order of the Phoenix, volume esse com mais de 700 páginas, e a ficar à espera debaixo da abertura da caixa do correio, apenas para ser esmagado pelo livro quando o mesmo é entregue. Temos coelhos a empalarem-se no sabre de luz do Darth Vader, a meterem-se nas articulações de um Transformer enquanto este se converte num veículo, a tomarem a vez da Sarah Connor quando o Terminator chega para a eliminar ou ainda a darem um pontapé nas partes baixas de um extraterrestre para que este o mate com as armas espaciais. Ou ainda a usar o TARDIS do Doctor Who como ferramenta (entalando-se na porta antes de a máquina do tempo se activar, ficando efectivamente cortado a meio).

Andy Riley tem uma imaginação que muitos considerarão doentia. Até pode ser, mas não desaponta. Essencial para todos os sádicos que por aí andam.

O volume mais recente. Esperemos que não seja o último.





domingo, 4 de novembro de 2012

Darth Vader and Son

Pretendo que este blog seja dedicado essencialmente a trabalhos menos conhecidos, para além daqueles que já tenham tido os seus 15 minutos de fama (ou 15 dias, ou 15 anos, qualquer coisa assim...) antes de ficarem perdidos no tempo e no espaço.

No entanto, pretendo "abrir as festividades" falando um pouco de um livro publicado este ano, mas que me conquistou no momento em que lhe pus os olhos em cima há dois dias.

Trata-se de um livro de cartoons entitulado "Darth Vader and Son", concebido por Jeffrey Brown. Como qualquer fã da saga Star Wars está farto de saber (e não só os fãs, em boa verdade), o emblemático vilão da série é também o pai de dois dos heróis da trilogia original (agora já é tarde para colocar um spoiler alert, imagino). O que, no plano familiar, coloca uma série de problemas, nomeadamente quando vamos a ver que passa a maior parte da trilogia a tentar matar, a torturar ou a corromper os filhos.

Neste simpático volume, contudo, as coisas não são bem assim. Aqui, no que o autor descreve como "Episode Three and a half", temos o lorde Sith a mostrar o seu lado de pai carinhoso junto do seu filho, Luke Skywalker, retratado como um miúdo de 4 anos, já expedito no uso da Força. Os vários cartoons retratam a interacção pai-filho (estando Leia ausente, já que Luke não quer uma irmã) numa série de situações que parodiam várias situações e personagens da série com uma integração bastante bem feita e referenciando a numerosas frases célebres da saga, como é exemplo a resposta de Vader a um Luke impaciente para voltar para casa: "I find your lack of patience disturbing".

Resumidamente, trata-se de um livro bem disposto, do qual, creio, os fãs da saga tirarão o máximo partido.