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Neste blogue iremos encontrar (ou reencontrar) pedaços da imaginação e criatividade humana nas mais diversas formas e feitios - Livros, Banda desenhada, Cinema, TV, Jogos, ou qualquer outro formato.

Viajaremos no tempo, caçaremos vampiros e lobisomens, enfrentaremos marcianos, viajaremos até à lua, conheceremos super-heróis e muito mais.

AVISO IMPORTANTE: pode conter spoilers e, em ocasiões especiais, nozes.


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sexta-feira, 29 de abril de 2016

All-Star Batman & Robin The Boy Wonder

Sabem como é quando não conseguem decidir se gostam ou não de alguma coisa?
Isso é algo que acontece ocasionalmente a qualquer um. A mim já me aconteceu algumas vezes, por exemplo, ainda hoje não percebi se gostei do filme "Ichi The Killer" ou não. E, com esta série do Batman passa-se precisamente o mesmo.
A premissa era óptima -  tal como se passara com o excelente All-Star Superman, uma mini-série fora da cronologia principal, criada por Frank Miller, autor dos lendários "Year One" e "The Dark Knight Returns" (duas obras de referência deste herói) e ilustrada por Jim Lee, também este já experiente no homem-morcego.

O que correu mal, então?

A série tinha tudo para gerar muitos "Wow", mas creio que a reacção prevalente foi mesmo o "WTF?".
Capa do TPB que reúne os 9
primeiros números

Miller tentou, uma vez mais, mostrar um Batman diferente, e conseguiu. O problema é que o diferente, neste caso, não significou necessariamente melhor. 
Eu explico: temos um Batman ainda nos seus primórdios, mas que pouco tem a ver com o de "Year one".

É um Batman que parece deleitar-se demais com a violência com que combate os criminosos, rindo histericamente durante as lutas; é um Batman que, para iniciar o treino do Robin, o prende na caverna (depois de virtualmente o raptar) e o tenta obrigar a comer ratazanas para sobreviver. 

Outras coisas que parecem fora do sítio estão lá, tal como a Black Canarybarmaid (e a distribuir porrada no bar), bem como o fling entre estes heróis ou uma Wonder Woman "feminazi".

a servir de

Pois é, aqui o "diferente" torna-se apenas bizarro, e fica-se com a ideia que os heróis andam a abusar de substâncias ao longo da história e que estamos perante um desfile de violência gratuita.

A arte de Jim Lee, por outro lado, mantém-se firme, e é uma mais valia neste caso, bem como pequenos detalhes engraçados, tais como uma proto-Liga da Justiça que incorpora um Super-Homem que ainda não descobriu que pode voar (por isso atravessa o oceano a correr à superfície da água) ou um encontro com o Lanterna Verde Hal Jordan em que Batman e Robin se defendem... pintando-se de amarelo.

A séria nunca foi totalmente encerrada, tendo entrado em hiato após o nº 10, e nunca mais sendo retomada.
Porque seria...?

Se não fosse tão excessiva, as boas ideias tê-la-iam tornado um êxito, tenho a certeza. Mas da maneira que correu...

Já vos disse que ainda não consegui decidir se gosto desta série ou não?

"I'm the goddman Batman" - para bem ou para mal, isto ficou famoso...

sábado, 17 de novembro de 2012

All-Star Superman

Beleza. Com esta única palavra pode-se definir o All-Star Superman.
Esta mini-série consegue captar a essência das várias décadas de aventuras do Super-Homem de uma maneira ímpar.

Passada fora de qualquer continuidade previamente estabelecida (era esse o princípio regulador das publicações All-Star), apresenta-nos uma narrativa impecavelmente construída por Grant Morrison e ilustrada de uma forma leve e clara por Frank Quitely (uma dupla que, a meu ver trabalha na perfeição). O trabalho de produção final de desenho e cor é feita de modo perfeito por Jamie Grant.


Capa do 1º volume HC

O resultado é uma pequena série de aventuras com aspecto intemporal e que conjugam vários elementos clássicos deste super-herói: a fortaleza da solidão, as kriptonites, Lois Lane e Jimmy Olsen, encontros com outros kriptonianos e com alguns dos seus vilões de sempre - Bizarro, o Parasita, Doomsday e, claro, Lex Luthor.

Todos eles são apresentados de forma diferente da habitual, embora sem perderem as suas características que fazem deles quem são. A história (que não vou revelar, mas que envolve um plano - talvez bem sucedido - de Luthor para destruir finalmente o Homem de Aço, entre outras aventuras), sendo a única nesta continuidade, é apresentada como se já estivéssemos familiarizados desde sempre com os seus elementos, mas de uma forma que não nos faz sentir perdidos.


Capa do 2º volume HC

Esta série, aliás, faz parte do projecto All-Star da DC, que apenas viu dois títulos publicados. A ideia base desse projecto era criar aventuras novas em continuidades independentes, de modo a não "atar" os criadores e a permitir criar histórias de modo livre, mas mantendo a "essência" dos personagens.

Os títulos em questão são este e o All-Star Batman and Robin. Este título venceu claramente essa aposta. O do Batman... Bem, é melhor falar dele noutra ocasião. Foi uma coisa muito estranha...